
Um dos momentos clássicos do Audax é aquele tradicional bate-papo após a conclusão da prova. Nesse momento, os ciclistas trocam experiências, falam do percurso, das dificuldades e do prazer em terem caído na estrada. No último dia 15, no DC Navegantes, os audaxiosos que chegavam aproveitavam o clima de confraternização para rever conhecidos, conhecer pessoas e, principalmente, falar sobre a pedalada.
Um dos participantes do Audax Poa 200 Km era Henrique Caldas, de Brasília. Já tendo participado de mais de 20 provas de Audax, compareceu com o filho e uma bicicleta dupla. Foi a quarta vez que correu com o pequeno Guilherme, de 8 anos. Vencido o percurso, com direito a forte chuva, Henrique afirmou que a prova foi relativamente tranquila, pois “na última que fizemos, também no Rio Grande do Sul, até granizo pegamos”.

Acomodados nos bancos em frente aos canteiros, repondo as energias próximos à mesa onde o DJ anivava os audaxiosos – e tocava inclusive as músicas preferidas de cada um, previamente escolhidas -, Eduardo Saraiva, Paulo César da Silva Nunes e Maurício Zucolotto conversavam sobre a prova e suas peculiaridades.
“Eu caí quando forcei muito numa subida, por causa da chuva, mas no fim a chuva acabou me ajudando, porque eu deslizei pela lâmina de água e só machuquei o joelho e a lateral da coxa”, contava Paulo César da Silva Nunes, de 32 anos.

Próximo dali, Beatriz Fayet Ribeiro passeava com seu cachorrinho. Ela é esposa de João Marciano Ribeiro e acompanhou o marido em um carro de apoio. Ele já havia participado de um Audax de 200 quilômetros e completou a prova. Agora, quer participar dos 300 quilômetros, neste mês.
Já Jéferson da Silva Ribeiro, 25 anos, correu por com sua equipe, todos representando uma loja de acessórios de ciclismo. Jéferson, que trabalha na loja, conta que não há sensação igual à de realizar uma prova destas. Com chuva e tudo. “Às vezes eu forçava, chegava a uns 70 por hora, o difícil era o vento ‘rasgando a orelha’”, fala às gargalhadas.

Na hora da entrega dos certificados e das medalhas, Jorge Balaradim Garcia acompanhava tudo com atenção. Analista de sistemas gaúcho que mora há dez anos em São Paulo, ele aproveitou que estava a trabalho em Porto Alegre e participou da prova.
Jorge elogiou a organização e afirmou que na capital paulista geralmente não consegue ficar sabendo dos eventos, que em Porto Alegre são mais divulgados e valorizados. Satisfeito por ter concluído a prova, prometeu voltar para futuras edições do Audax Poa.






